sexta-feira, 28 de outubro de 2011

2. QUEM SOU EU HOJE?

Okay, não é a primeira vez que penso nisso ou que me sinto frustrada. Mas, eu não sou esse tipo de pessoa... Ah não. Eu busco acredito consigo. Quem foi que eu me tornei?

Um belo dia [noite na verdade] desses estava eu e minhas melhores amigas [e melhores companheiras de bebida também] bebendo algumas [várias] cervejas. Entre papo lá e papo cá rola aquelas discussões básicas que não dão em nada, mas te fazem refletir sobre si. Vão elas embora, eu bem pra lá de Bagdá, chamei meu marido [que ainda não me pediu em casamento] pra fumar um cigarro comigo.

Fui bem direta: “Fulano, vamos embora?”
Óbvio que ele ficou me olhando tipo “bebeu demais? Vamos pra onde?”.
Não dei tempo de resposta e expliquei: “Vamos amor, a gente junta um dinheiro pega tudo que der, vende tudo, faz vários empréstimos, arruma um emprego nos EUA ou Europa sei lá, e vamos embora. Eu, você e o bebê... Vamos viver!”.
Eu tinha aquele fio de esperança sabe que ele embarcasse na minha e se empolgasse, mas não.


Levei foi um bom balde de água fria, daqueles que a pessoa ainda te dá um sermão, bota problema em tudo e te tira como maluca.
Só sei que acabei a discussão em algum momento falando um bando de “Não fode, se você não vai comigo eu vou sozinha.. Vai tomar no cú”.

Foi uma decepção... O Fulano sempre foi de embarcar nas minhas e fazer tudo o que eu queria, me acostumou mal, a culpa é dele!

Me chamam de mimada, e quer saber?
Eu sou mesmo, e pior que eu, são vocês que aturam, permitem e gostam de mim assim.


Até porque, se não fosse assim, não seria eu.

Legenda:
Fulano – Meu marido
Bebê – Meu filho
Não custa nada evitar os nomes né?

Trecho da Música do dia:

“Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou o cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara

Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não pára...”

No próximo post, vamos do início... 
A minha história. 

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